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riscos_e_rabiscos

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Os Últimos Cartuxos

 

 

O dia prometia um sol esplêndido e uma temperatura amena. O céu estava pintado de um azul transparente e o sol convidava a saboreá-lo na nossa pele.

Mas os planos traçados para esse dia, apontavam para o confinamento a um quarto e um computador.

 

O telemóvel começa a tocar alegremente. Procuro-o e atendo a chamada. Era a S., a minha amiga. E com um convite tentador: ir até à praia. Aceitei imediatamente o convite e larguei tudo o que estava a fazer para começar a preparar as coisas que iria levar.

 

Protector solar, toalha, água, algo para trincar, livro para ler, máquina fotográfica (da outra vez arrependi-me, lembram-se?), e uns trocos para café. Ah e, claro, o fato de banho. Pois… o fato de banho. E onde estava? Revolvi as gavetas todas e não o encontrei… Não convinha nada ir para a praia a modos que desnuda!

Liguei à S. a contar da tragédia que estava a viver. Ela respondeu-me “tens 20 minutos para encontrá-lo!” Glup! Lá fui eu percorrer todos os locais e mais algum novamente, pois eu sabia que o tinha dobrado e guardado.

 

Finalmente, encontrei-o! Isto tinha um dedo da minha mãe pelo meio, pois claro!

Entretanto, chegou a S. e eu desci as escadas para me encontrar com ela.

Decidimos qual a praia a ir e lá rumámos nós até lá. Um bocado às apalpadelas pois não sabíamos muito bem o caminho. Tínhamos apenas uma noção e não tínhamos GPS!

 

Conseguimos chegar à nossa praia de eleição sem nos enganarmos no caminho. Que lindas e inteligentes meninas que somos!

Estacionámos, pegámos na tralha e começámos a atravessar o areal até encontrar o local ideal para assentar arraiais.

 

A água começou logo a dizer-nos adeus com aquele azul sedutor e o seu perfume salgado. Primeiro experimentámos o sol, que sentimos estar suave e acolhedor. Seguiu-se a vez do mar. Entrámos pé ante pé, receando sentir a água gelada e nós não queríamos ficar com as nossas belas unhas dos pés pintadas – eu de manicure francesa e ela de vermelho – todas arrepiadas!

Deixámos a água banhar os nossos corpos suave e lentamente e, quando a temperatura da água se fundiu com a corporal, permanecemos um longo tempo dentro de água.

 

Estava um dia de praia fabuloso. A praia já fazia sentir que a massa popular tinha regressado ao trabalho pois eram poucos os que ponteavam o areal com a sua presença.

Tivemos direito a assistir à chegada dos barcos com a sua faina. Só não gostámos do pequeno pormenor do cheiro a gasóleo dos tractores, uma vez que todo este espectáculo se desenrolou aos nossos pés.

 

Foi assim que gastei estes cartuxos ontem. Para provar e comprovar que a praia estava um espectáculo, deixo-vos uma foto que tirei. O que acham?

Uma Tarde de Aventuras

 

Era uma vez duas gajas destravadas da pinha. Como estavam as duas de férias e não tinham nada para fazer, decidiram ir à aventura.

 

Começaram pela Arena. Rumo a esta, surgiu o primeiro obstáculo: a difícil escolha para norte ou sul. Fizeram a opção errada - claro está! – e tiveram de voltar atrás.

Chegadas à Arena, deram uma volta para ver as montras e decidiram ir apanhar um pouco de sol de seguida.

É então que surge o 2º obstáculo: para que lado é Lisboa?

 

Pilota e co-pilota exímias, fizeram-se à estrada dispostas a enfrentar os mais ferozes perigos rodoviários. Surgem-lhes alguns monstros pelo caminho: rotundas, zebras, traços contínuos e placas – muitas placas – que lhes confundiram os neurónios.

 

Graças a um senhor que foi mandado parar mais à frente, os senhores policemen não “repararam” nelas… Ah, e escusam de perguntar quais foram as transgressões, porque isso só a Deus pertence!

 

Seguiram o seu caminho guiadas por Eolo, em busca de um pedacinho de mar.

“Olha uma placa (de praia)” disse a S., “olha outra!” E … zupt! Viraram.

Ao virarem a esquina, depararam com um abismo colossal. Glup! Mulheres corajosas como são, aí foram elas estrada abaixo.

A praia era imponente, assustadora mas aconchegante. A sua areia era grossa e gostosa e a água fria e vigorosa.

 

Já na praia, foram postas à prova mais uma vez: onde e como iriam mudar para o traje de banho? Não havia alternativa, a troca teria de ser feita ali mesmo, no parque de estacionamento.

Enfiadas no carro, após termos verificado que não havia mirones, expuseram os seus fantásticos corpos (86-60-86) às belas escarpas da praia e vestiram as suas indumentárias.

Pormenores? Nem pensar! Até a praia era calada!

 

Depois de vestidas – ou despidas? – as gajas aproximaram-se das escadas que as levaria até ao areal. As escadas eram constituídas por tábuas mal pregadas que provocavam uma vertigem e um medo terrível de ir parar à água antes de tempo.

 

Ao pisarem o areal, ouviram um barulho estranho, de proveniência duvidosa. Olharam-se mutuamente com ar desconfiado. Mas afinal a culpa era do puto que vinha atrás de bicicleta e que tinha os travões frouxos.Foi risota de faltar o ar e encher os olhos de lágrimas.

 

Uma ida à praia sem provar a água, não é uma ida à praia. O pior é que o mar estava picado e era impossível entrar lá dentro. Opção: sentar à beira da água e fazer o xixizinho da praxe à espera que a água as banhasse. Ficaram com as unhas dos pés congeladas.

 

Fazia-se tarde e estava na hora das duas gajas saírem da praia. A S. só perguntava se iria conseguir subir a estrada. Claro que sim ou não estaria agora a ser escrito este post!

Vieram-se embora, aproveitando por passear por todas as terreolas ali da zona. Elas não estavam perdidas… estavam era com vontade de ir ver o Convento de Mafra! Cof! Cof!

 

Mais peripécias sucederam: uma curva feita em contramão e um atendimento de telefone com o carro da polícia ao nosso lado, só faltou mesmo dizer adeus!~

Mas no final das contas há que dizer que foi um dia de férias óptimo, repleto de aventuras. Foi ou não foi, S.?  

 

Férias Inesquecíveis

 

Estava a comer uma maçã e a scanerizar fotos quando me deparei com algumas que me fizeram rir. Recordaram-me um episódio passado comigo e uma amiga minha.

 

Há alguns anos atrás, duas belas raparigas – eu e a minha amiga – fomos passar umas férias juntas. Neste caso, eu fui para a casa dela fora de Lisboa.

 

Éramos duas gajas a gozar o dolce fare niente num verão de calor infernal. Passávamos os dias de papo para o ar, ou ficávamos de molho na piscina ou íamos até ao rio. Quer-se dizer, ia ela. Eu não. Primeiro, porque não sei nadar (vá lá, não gozem!) e segundo porque rios e beiras de rio com pés descalços não. Começa logo a minha imaginação a fermentar na cabeça… Bichos, bichinhos e bicharocos…

 

À noite íamos tomar café ou comer um geladinho na esplanada. Mas também fomos à disco. Fomos a uma Festa da Espuma espectacular, da qual vim com os sapatos óptimos para ir para o lixo. Sempre escoltadas pelo pimo, claro, que era o gajo que nos aturava nestas maluqueiras.

 

Houve um dia em que fomos passear. Destino: Peneda-Gerês. Lá fomos nós, estrada afora, curvas e contracurvas, um foguinho aqui e outro ali e um calor que não nos dava descanso.

Finalmente, chegámos ao parque. Andámos a meter o nariz em todas as pedras e pedregulhos, corremos para debaixo de todas as árvores e arbustos para fugir do sol escaldante e tivemos vários encontros imediatos com os animais que por ali andam à solta.

 

Às tantas encontrámos os cavalos selvagens que ali existem. Ficámos imediatamente embevecidas a olhar para eles. Claro que se até agora tínhamos tirado fotos em todo o lado e mais algum, com os belos equídeos não podíamos abrir excepção.

 

As duas belas compõem-se de cima abaixo, ajeitam as malinhas, treinam os seus melhores sorrisos e aproximam-se dos cavalos. Eu fui a primeira tirar a foto. Cheese!!! Mais uma foto para a posteridade. Seguiu-se a vez da minha amiga. Mais uma vez… cheese!... Aiiiiiiiiiiiiii!!!... O desgraçado do cavalo abocanha a mala da minha amiga!!! Ela puxa a mala, com toda a força, para a arrancar da boca do cavalo e desata a fugir a sete pés! É que você não sabem, mas as duas belas tinham umas malas super giras de palhinha. Devem ter parecido tão apetitosas ao cavalo que resolveu ir provar a da minha amiga!

Resultado: na foto vê-se uma imagem tremida de uma mala a ser arrancada de umas belas dentuças equídeas. Imaginem a cena!

 

A foto que aqui coloquei foi desse dia. Imaginem-nos ali no meio, ao pé dos cavalinhos a querem comer-nos as malas.

Já agora, alguém consegue adivinhar quem era a minha amiga? Quem acertar ganha um rafaello!

 

Conversas sobre namorados...

 

- Também podes comprar o passe...

- Só vou comprar o passe quando tiver namorado... e é se ele morar longe!

- Mas tu já tens namorado!

- Não tenho nada!

- O Pedro está sempre a oferecer-te prendas!

- Só posso ter namorado quando tiver 19 anos... não, quando tiver 17 anos.

- Eu ainda não tenho namorado... tenho muito tempo...

Esta conversa foi passada com a I., uma menina lindíssima que apanha todos os dias o autocarro comigo, e uma prima dela que hoje a acompanhava.

Foi hilariante. Pareciam duas miúdas grandes. As pessoas iam todas embevecidas a olhar para elas e a achar imensa graça à sua conversa.

Elas estavam a falar muito seriamente uma com a outra. Imaginem lá a cena passada entre duas miúdas uma com 5 anos e a outra com 6...

Just Another Day in Paradise

Que vidinha boa... Hoje não fiz absolutamente nada. Não fiz almoço nem jantar, nem compras e nem arrumações. Até parece estranho. Afinal era suposto ao sábado as donas de casa irem às compras e arrumarem a casa ao sábado. Mas eu não fiz nada, não me apeteceu, pronto! 

Estive com duas das minhas melhres amigas a tomar café: a M. e a S.. Uma de cada vez que é para consumir mais cafeína...lol.

Cada uma com os seus problemas - o que seria das nossas vidas sem termos um sapato a roer-nos um calcanhar? - mas o tempo é sempre tão curto que nem sequer podemos falar como deve ser. Se calhar era preciso 1 semana com cada uma para podermos pertilhar e desabafar os nossos problemas e chorar as nossas mágoas. E não venham vocês, homens, dizer que nós falamos muito!!! É uma qualidade feminina discutir tudo ao pormenor para melhor entendermos o que se passa. Além disso, falar é comunicar, socializar. E o ser humano é um ser social, precisa dos outros. Adiante!

Cada uma seguiu o seu rumo, eu vim não-fazer-nada para casa, a M. estudar para o mestrado e a S. preparar-se para uma jantarada.

Passo a informar que, a partir deste momento, aceito inscrições na minha base de dados de homens solteiros. Mas que queiram compromissos sérios. Não é para mim pois já estou muuuuiiiito bem servida, mas prometi às amigas solteiras e não solteiras mas carentes descobrir os poucos homens que ainda existem por aí dispostos a serem gentis, carinhosos e a dar toda a atenção do mundo às mulheres. Mas a só uma de cada vez... :P

Vamos ver quem será o nº 1. ;)

Hoje, ontem e amanhã

Hoje sinto-me super cansada, como já não me sentia há algum tempo. Cansada como antes de começar a tomar a parafernália de medicamentos pras minhas maleitas.

Não sei se é influência do tempo, ou se é influência dos meus "humores", ou se estou a ficar doente. O certo é que ando cheia de tonturas e vou na rua e, de vez em quando, dou um passo para o lado. Então à saída da escola é certinho... Os pais dos meus alunos devem pensar que me meto nos copos. Mas não meto.

Tenho-me sentido triste todo o dia. Mas não sei porquê. As coisas correram bem na escola, não recebi nenhuma notícia má... nem boa... Espero que não seja o meu sexto sentido a alertar-me de nada.

Amanhã não tenho aulas de novo - Provas de Aferição. Vou aproveitar para estar um bocadinho com a minha amiga S. e trocar novidades, embora as minhas sejam nenhumas...

Gaija (ela sabe quem é...), hoje lembrei-me daquelas noites de verão em que íamos dar uma voltinha até à Expo. Nós duas sozinhas, sem medo de nada e nem de ninguém lá íamos a pé até à beira-rio. E lembraste qundo íamos beber Martini Metz? E quando não tínhamos abre-caricas? Ai que tempos tão engraçados...

Sexta-feira tenho a consulta de cirurgia. Tou cheia de medo. Se o médico diz que tenho de ser operada caio logo para o lado. e só de pensar em agulhas espetadas nas veias, nem acordo, escusam de me dar anestesia... E se for com epidural? AAAARGGHHHHHHH!!!

Ok, eu sei que sou medricas mas cada um tem as suas paranóias, e eu tenho direito às minhas. Pronto! Tenho dito!

Também nunca fui operada antes... (nem quero ser operada agora :( ).

Estou a morrer por um quadradinho de chocolate mas não há... Que faço agora? Será que algum vizinho tem? Lá vou eu ter pesadelos com chocolate... CHARLIE E A FÁBRICA DE CHOCOLATE!!! é isso mesmo. E eu sou aquele puto gordo que quer comer a fábrica inteira. A diferença não é muita... é só o sexo oposto.

Vou tentar convencer o bóbi a ir descobrir algum chocolate perdido. Vai bóbi, vai...!!! Vou ficar à espera.

 

 

 

P.S- Maddie we won't give up on you. Hang on!